Agosto marca o aniversário deste blog que fala tanto e tão pouco sobre a minha pessoa e meus devaneios mais absurdos…

Oficialmente eu “lancei” o Um Confessionário dia 1 de setembro de 2016, mas comecei a postar os seus textos aqui antes. Claro que queria que as pessoas tivessem mais do que um texto apenas para ler, mas também o fato de que eu fui “testando” o melhor design, opções e afins antes de lançar tudo oficialmente. Assim sendo, o primeiro texto foi publicado no dia 20 de agosto de 2016, mas que foi escrito em meados de 2014…

De 1999 até 2013 eu tive o “Melancholy Sickness” – que era mais do que um blog que me acompanhou durante toda a adolescência e primeiros anos da fase adulta. Foi o mundo que eu criei e nele pude experimentar diversos pontos e maneiras de poetizar o inevitável mundo de desilusões, aflições e conflitos internos que todos nós já vivemos. Muitos dos textos dali foram republicados aqui – alguns precisando de uma nova roupagem ou retoques mínimos, outros exatamente como foram criados e que continuam atuais nos meus passos de hoje.

O fim da Melancholy foi algo difícil para mim. Mais do que o cansaço de um mundo pesado e intenso demais para se viver ali, faltava a inspiração de entender tudo ao redor e transcrever os sentimentos de uma maneira ordenada. Para manter a sinceridade que tive em todos os anos, eu resolvi por terminar o blog e dar por encerrado aquele capítulo na minha vida. Não foi algo simples, mas ao menos eu tinha o sentimento de dever cumprido e mantive minha sinceridade intocável nos mais de 600 textos que ali existiu.

Fiquei sem escrever por mais de 1 ano. Quando retornei, não me lembro exatamente o dia de 2014, muita coisa havia mudado. O estilo, a forma de descrição, a maneira de enxergar aquele turbilhão todo e o estilo de expressar. Era como se fosse um monólogo escrito que confessava os meus medos publicamente e com a suavidade ímpar de se “livrar” daquele peso e segredos que tanto temos nos nossos dias. Pensei em reativar o antigo blog, mas essa nova fase não encaixaria ali. Era viva em luz, quando a Melancholy Sickness clamava pelas trevas. Era concreta em sua base, quando a Melancholy Sickness necessitava do abstrato. Era como sair à rua e se divertir no leve calor da primavera, quando a Melancholy Sickness era noturna, fria e misteriosa…

Logo, eram mundos completamente diferentes, até porque não era um mundo à parte, mas as visões e confissões do nosso cotidiano…

E assim nascia o “Um Confessionário” um lugar sem amarras de estilo, sem mundo criado, sem obrigações estruturais. Um lugar livre que o cotidiano possa virar poesia ou apenas uma história qualquer. Um lugar onde os segredos se mantêm, mas o peso das aflições decorrentes, possam ser libertos para o mundo, tirando todo o fardo de carregar sozinho esse peso. Um lugar para reviver as histórias que tive, que sorri, que chorei e que me fizeram bem ou mal. Um lugar que eu posso dar uma segunda chance para aquele capítulo inacabado. Um lugar que eu posso me mudar, ter outras visões e, mais importante, continuar dando vida para o o poeta louco errante que vive dentro de mim. Deixa-lo guiar as linhas, rimas e causos de uma vida solitária em termos, mas completa em intensidade e situações. “Um Confessionário” é tudo isso e muito mais que ainda nem descobri, porque nesses seis anos já mudamos muito, mas continua sendo o lugar livre para contar todo o necessário. O lugar para se criar enredos picantes ou românticos. Um lugar para testar todos os lados da vida. E como a própria descrição aqui em cima diz: Um confessionário é um lugar onde esquecemos de alimentar os nossos medos…

Parabéns filhão! Muito obrigado por tudo até agora e vamos caminhando pelo tempo que existir à frente!