E novamente é o dia mais confuso do meu ano. O dia que eu ainda não consigo esquecer, mesmo tentando muito…
Já se passaram 9 anos da sua partida e ainda não consigo esquecer todas aquelas sensações dos últimos dias. Não consigo esquecer como foi a última noite e muito menos o último suspiro e o grito de pavor que você deu, no seu talvez último suspiro de clareza. Ainda lembro como foi confuso ouvir “O bicho sente” ao mesmo tempo que tentava compreender tudo o que aconteceria.
São 9 anos que você se foi e já passamos da metade do que você viveu com a gente. Foram 15 anos que já cansei de contar, mas sempre lembro um novo momento, que me dá um certo conforto ao sentir que foram vividos de uma maneira completa e intensa. Outro dia expliquei porque eu tenho a sua foto no meu porta-retratos e não da família em geral ou de algum outro amigo ou momento da minha vida. Minha resposta, como sempre, foi: “Porque a Mika é o grande amor da minha vida” e sempre foi assim… Desde quando mudamos para Paulínia, tinha uma foto sua com um adesivo de “PERIGO” embaixo…
O que era completamente fora de contexto, mas talvez era um alerta inconsciente que você iria antes de mim. Eu que pedi tanto para você ficar e eu ir. Que pedi tanto para sofrer o impossível para você ficar bem. Eu que pedi tanto para o seu conforto, fiquei sozinho.
São 9 anos que você fez sua última viagem conosco e são 9 anos que eu não tenho um abraço e um beijo da minha maior companheira. 9 anos sem a cachorra mais inteligente que eu conheci. 9 anos sem o meu maior amor em vida.
E são tantas coisas que eu queria te mostrar em vida que fica complicado descrevê-las aqui.
Espero que você esteja bem. Espero um dia poder te reencontrar.
Te amo para sempre.
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