Era tarde da noite com a vodca de sempre no copo, com a garrafa vazia encostada na pia da cozinha…

Era naquele momento que acontecia. Os olhos brincavam como flechas. O fôlego faltava nas frases e a risada aparecia solta em um fim de desentendimento contido. Os corpos se ajeitavam para tentar um entendimento melhor, já que as palavras estavam desconexas da razão. Aquela proximidade realçava belezas ocultas e criava a simplicidade que faltava nas horas anteriores…

Era ali que tudo acontecia e nada seria lembrado. Era ali o início que todos conheciam para o fim que todos juravam não voltar.

No dia seguinte a surpresa sempre aparecia ao primeiro piscar de olhos. O caminho da volta, a razão da roupa bagunçada, a marca no corpo, mais roupas estranhas e a garota ao lado com a mesma cara de surpresa e um sorriso no rosto que provava o mal…

Era ali, na manhã seguinte com o gosto indescritível e conhecido na boca, que as promessas surgiam e a certeza que mais semana ou menos semana, a cena iria se repetir…