A vida é finita. Tudo ao nosso redor tem um final, seja eterno ou um ciclo interrompido…

Vivemos em um ciclo infinito entre inícios e fins. Quando começamos qualquer coisa que seja – de amizades à trabalho – não temos certeza de como serão feitas, mas sabemos que elas terminarão um dia. Nada é eterno nesses passos que tanto lutamos para construir. E algumas coisas, como chegam aleatoriamente em nossa vida, se vão em um piscar de olhos.

Lutamos diariamente contra essa máxima de termos ao nosso redor, relacionamentos finitos para esticar os momentos e fazê-los durar o máximo possível. Mas, uma hora ou outra, chega o momento da despedida. Aquele momento dolorido que sabemos que tudo terminou e que nada irá ser como antes.

Quando vivemos longe de casa, essas despedidas passam a ser frequentes. Como nós, milhares de outras pessoas estão longe de casa, construindo seus próprios caminhos, sonhos e tentando alcançar seus próprios objetivos. Fazemos amizades, construímos relacionamentos intensos e temos a certeza de que nada afetará tal situação, mas sempre há uma despedida no final desse túnel. Hora somos nós que partimos. Hora são os outros que nos deixam. E entendemos, fingindo alegria, toda essa dança de chegadas e partidas, mas que machucam o coração e nos dá um pouco de desespero nas (muitas) noites em claros que sofremos. Sabemos que todos buscamos a nossa alegria e nosso sucesso, mas nessa hora somos um pouco egoísta e não desejamos essa nova partida.

Há remédio para isso? Desconheço. E se há, com certeza apenas aliviará a dor por alguns instantes. Mas naquela centelha de lembrança de um lugar, de uma música, de uma viagem ou até de um cheiro, a dor voltará. Forte. Avassaladora. Ela estará adormecida até que o desespero relembre tudo e a gente entenda que tudo acabou – mesmo por bem – e que nada voltará ou trará de volta aquilo novamente. Porque todos nós mudamos. Seja para um novo apartamento. Seja para uma nova cidade. Seja para uma viagem longa. Sempre mudamos e quando nos despedimos de algo ou alguém, também nos despedimos de nós mesmos.

E tudo acaba em um último abraço. Um último beijo. Uma última porta fechada e até mesmo um último voo para o desconhecido…