Já se vão oito anos que comecei esse espaço, me perdendo em propósitos e encontrando refúgio terapêutico para concluir minhas histórias…
Já contei algumas vezes aqui que comecei o Um Confessionário porque precisava de um escape da realidade e contar (e talvez criar) minhas histórias e confissões. O nome me veio ao acaso e sendo mais uma provocação, que um substantivo. Chamar um site de textos de “Um Confessionário”, faz acreditar que aqui viriam confissões completas, conclusões de histórias e o famoso “livramento” do peso de carregar, por muito tempo, as mesmas angústias de sempre.
Claro que a descrição é forte, porém o Um Confessionário foi – e é – tudo isso. Aqui eu me permito, como expliquei no texto anterior, mesclar as eternas possibilidades e criar novos enredos de histórias passadas. Aqui posso manter o segredo que jurei guardar – e ainda nunca quebrei uma promessa dessas, porém mudando os fatos e criando uma nova roupagem e novos capítulos daquela história que não terminou. Aqui posso relembrar nomes esquecidos, criar beijos roubados e noites de sexo que parecem reais, mas que foram apenas divertidas. Aqui eu crio as histórias que começam com um diálogo roubado na rua e daí as personagens pulam na minha frente, como que pedindo a benção de existir – e assim existem…
Aqui continuei com minhas lamentações românticas que tive por décadas na Melancholy Sickness, mas que hoje trazem o brilho do dia, iluminando todo o campo e me livrando do vale tortuoso que não enxergava antes. Deixei a Melancholy Sickness para trás, mas nunca o propósito de escrever, extravasar nas linhas e ditar novos ritmos que pedem minha mente e assim, acalmar meu coração e meu sono. Isso é minha terapia e ainda me fascina a “rotina” de sentar na frente do computador, digitar palavras e ordenar situações. Ainda me fascina criar histórias e brincar com a realidade existente e com a pura fantasia que eu jamais experimentei. Ainda me fascina reler os textos do mês na hora de postar e me maravilhar por não lembrar de nada deles – pura inspiração momentânea, com o fato de que eles falam tanto de mim que eu jamais entenderei…
Nunca coloquei um prazo de validade para esse espaço. Vou enquanto tiver coragem e tesão. Vou enquanto puder criar minhas histórias sem amarras e sabendo dosar exatamente os pontos para não parecer fora de contexto. Vou enquanto conseguir despertar, o mínimo que seja, aquela inquietação no leitor pensando “Será que eu estou aqui descrito ou ele já viveu algo assim de outra maneira?”. E sim, não escrevo para ninguém além de mim – Não ficarei rico por textos na internet. Essa é a parte mais confessional daqui. Escrevo porque simplesmente é parte de mim e amo criar esse mundo que nos perdemos, por minutos ou não, do que é real ou inventado. E continuarei enquanto essa chama de inspiração continuar acesa e criativa.
Parabéns, meu novo – não tão novo assim – filho. Parabéns Um Confessionário… Vamos juntos para o depois…
Conte-me algo aqui...