Sempre digo que continuo por aqui enquanto tiver lenha para queimar e pontos para conquistar. Pouco a pouco essa certeza vai ficando cada vez maior…
São apenas sete anos vivendo na Europa. Sim, é “muito” tempo, mas quando já passamos dos quarenta anos, sete não chega aos pés de uma comparação justa. Mesmo assim, mesmo parecendo muito, sabemos que o tempo passa tão rápido que muitas vezes não nos damos contas de quanto já conquistamos nessa nova vida. Já passei por três países e cada um deles me moldou e me suportou em alguma fase que precisei passar. Primeiro foi a Irlanda que me deu o suporte de adaptação e me colocou à prova em muitas etapas iniciais que eram necessárias para meus primeiros passos. Depois, Portugal, ao contrário, me deu a estabilidade que eu precisava para entender que eu poderia crescer e arriscar mais para que meus frutos fossem maiores. E finalmente a Espanha me ofereceu essa oportunidade em que apostei mais e, pouco a pouco, me retorna os frutos prometidos…
Pode parecer pouco e bizarro, mas já contei aqui que pequenas vitórias simbolizam que o rumo dos planos está certo e que nosso estilo vai sendo aceito e ganhando corpo e terreno a cada nova “vitória”. Vitória é uma palavra que não costumo utilizar muito, porque o significado muda de situação para situação, mas que em alguns momentos é a “vitória” que simboliza isso. Vencemos em determinada batalha ou vencemos determinados momentos, porque simplesmente é o certo a se falar. Não mudamos de vida, apenas vencemos aquela barreira e partimos para outra…
No texto linkado aqui eu contei um pouco das pequenas vitórias que apareceram nesses sete anos e como cada uma delas impactou positivamente a minha vida. E assim continuamos. Colecionando situações e nos desafiando cada vez mais. Nos últimos meses, sem esperar e sem planejamento prévio, tive mais uma mudança no trabalho onde ganhei novas responsabilidades no projeto que estou. Pode parecer pouco, mas novamente, é um novo motivo que tenho para agradecer que o rumo dos planos que tracei lá atrás estão alinhados e gerando frutos gratificantes para continuarmos essas novas batalhas.
Essas pequenas vitórias são o que me mantém vivo. São o que mantém minha mente em funcionamento e certa que todo o esforço vale a pena. Muitos apenas pensam no retorno financeiro e na “tranquilidade” material. Mas, o preço que investi foi estar longe de família. Ver de longe os nossos queridos envelhecendo, muitos doentes e eu sem poder fazer nada. Perco aniversários, festas, casamentos, celebrações, viagens… Como também estou longe para confortar na hora da perda – no pior momento da vida, que sempre esperamos e nunca nos preparamos. Eu estou longe para que um abraço simples seja algo impossível. E o preço disso tudo é muito alto…
Por isso eu valorizo as pequenas vitórias. Por isso eu celebro o progresso anual. Por isso eu me emociono ao ver que estou diferente do ano anterior, de dois anos antes e até de sete anos antes. É esse o momento onde as escolhas sobressaem e que Deus mostra, concretamente, que nossos esforços começam a surtir efeito. São essas pequenas amostras que devemos agradecer. É esse o principal motivo de eu falar tanto o famoso (e quase sem uso hoje) “GLÓRIA A DEEEUUXXXXX” – no sotaque do Daciolo. E é esse o momento que eu apenas sorrio, sem graça e emocionado, e respiro fundo, tendo a certeza que ainda tem muito por vir – e mesmo que não venha ou que a história acabe hoje por aqui, eu venci. Eu vim, me provei, me desenvolvi e venci. Venci muito…
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