Eu a perdi porque ela chorou copiosamente e eu não tinha como desfazer todo o embaraço que havia construído minha história fracassada…
Ela sustentava um título invisível e completamente insano: A única mulher que havia cruzado a barreira dos meus sentimentos e me fez chorar por amor – daqueles choros puros e livres que as lágrimas e soluços saem como um adolescente perdido e certo que nunca encontrará nada parecido em sua vida. Talvez fosse um choro repetido – talvez eu já tivesse tido aquele mesmo choro antes, e sabia que havia perdido duas vezes na vida e a chance que sempre pedi, escapou das minhas mãos por minha única culpa…
Ela havia sido a única que fez eu redesenhar meus planos, criar novas oportunidades e repassar antigos caminhos, apenas pelo fato de ter seu sorriso perto o suficiente para saber que era real. Ela, sem esforço, me fez repensar todo um mundo de significados e descrições que eu jurava ser completo, mas que descobri que faltavam toneladas de pontos. Ela com um olhar me desmontava, me fazia faltar o ar, me quebrava as forças e me fazia sorrir puramente…
E eu a deixei partir – sem esforço. Sem razão. Sem perdão. Sem nada concreto para justificar essa ausência. Apenas foi o fato de quando ela me perguntou sobre o amanhã, eu estava coletando os cacos que ela mesmo tinha feito eu quebrar em mil outras razões…
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