“O que você está fazendo?” seria uma pergunta solta se não fosse o alerta para se pensar melhor nas atitudes do seu dia…
É uma escuridão traiçoeira. Traz a calma necessária, mas paga um preço muito alto de solidão e ostracismo. O brilho da novidade some e nem uma chama de esperança deste pantano é notada. Caminho sem direção em poucos metros que me restam, tento imaginar e criar novas situações que demandem alegria, mas não consigo. Deito na cama, exausto de não fazer nada e não tenho noites agradáveis. São problemas inexistentes, falta de apoio e os planos perdidos que gritam mais alto que o silêncio que se forma neste cômodo. Lá fora mais angústia e solidão. Aqui dentro, tento ainda encontrar uma poesia para me compor.
Outro dia amanhece e o mais do mesmo recomeça como um labirinto sem saída. Planos se arrastam, obrigatoriedades que cansam, a solidão que faz com que todas as angústias e problemas se intensifiquem e a energia que se esgota tentando correr neste círculo minúsculo.
“O que você está fazendo? Por que quis isso?” e mais perguntas sem respostas se acumulam por aqui. Elas se calam por um instante, mas gritam toda vez que olho no espelho. E tenho medo de perder até vontade de ver meu reflexo, pois não sei o que vou pensar se não me reconhecer mais.
Não falta muito…
Conte-me algo aqui...