São contrastes que machucam, mas que deixo passar. São detalhes que antes me incomodavam, mas hoje fico alegre de tê-los, para que me lembrem o quão velho estou…

Uma retrospectiva inocente, mas que trazem verdades doloridas. A distância bipolar que machuca, ao mesmo tempo que alivia por não suportar tais situações. A dificuldade de detalhar os sentimentos que antes me eram tão comuns… A rotina que se dobra em uma folha, onde rabisco palavras incertas dizendo que já concluí as tarefas criadas.

Um bolo manchado, uma vela caída. Um monte de recado, uma certeza a menos. Um suspiro de alegria, uma tensão de verdade. Uma risada solta, uma lágrima de emoção. Com o passar dos anos, a montanha-russa de sentimentos se intensifica e brinca dolorosamente com nosso coração. E ele, como um menino na nova cidade, esquece dos seus passos anteriores e derrama novidades que não se esperava dele. E daí descobrimos que estamos ficando velho…

Por hoje, paro por aqui e apenas falo, parabéns para mim. Nem desejo muitos anos de vida ou o dobro da idade, porque logo já me vou por aí…