Pode parecer contraditório, mas a menina que me fez cometer o maior erro, foi a que eu talvez mais tenha gostado…

Não foi por culpa, mas eu aprendi a gostar dela. Talvez no início tenha sido um lance de “já que eu destruí o outro relacionamento, vou investir nele”, mas seria hipocrisia dizer que foi apenas por isso. Havia um sentimento ali e que foi crescendo com o tempo até realmente ser um amor – e talvez seja a primeira vez que uso esta palavra aqui no sentido real da coisa, porque não foi platônico e sim real (e dolorido também).

Hoje, dez anos depois, é fácil entender a razão. Do jeito que começou, a confiança nunca seria total. Nela em mim… Sempre eu seria o cara que vai trair e/ou mentir se algo não estiver legal. E isso fez uma coisa levar a outra e as brigas eram praticamente semanais. Por isso que foi dolorido.

Era cansativo, pois durante os finais de semana que ficávamos juntos, era maravilhoso e divertido. Mas bastava chegar terça-feira, que iniciava os questionamentos e brigas. Era uma gangorra sentimental de ficarmos bem de sexta-feira à domingo de noite. E brigarmos de terça à quinta. Foi quase um ano assim, até que começamos a brigar aos finais de semana, o que fez tudo se deteriorar e manchar todo o sentimento que tínhamos um pelo outro.

Muitos falam que por conta desse “trauma” que não consegui mais namorar sério na vida, mas não é verdade. Sempre enxergo as coisas boas que aconteceram a partir daí. Vi que sou intenso e brigo muito pelo que acho certo e quero. Vi que priorizei muito mais uma noite de sono boa, do que uma semana de brigas. Priorizo o jogo limpo e a sinceridade, pois tenho certeza que sem isso não conseguimos criar nenhum relacionamento duradouro. E sei ver quando um relacionamento vale a pena ou não… E essa parte talvez seja ruim, pois foi bem difícil encontrar um que valesse como esse valeu, mesmo com todo o peso que isso teve…