Ele estava em uma daquelas reuniões inúteis quando leu a resposta e quase riu alto. Ainda bem que ele conseguiu se conter…
Ele gostou do ritmo da resposta. Era um tanto afoito, um tanto engraçado, com frases que se completavam, mas não se completando. Era como se fosse escrita apenas com alegria, nem tanto emoção, mas alegria plena em falar com alguém. Ele achou engraçado, pois há tempos não via algo tão espontâneo – ele até achava que isso não existia mais.
Ele contemplou por um momento a cena toda: Ainda com a carta inicial dobrada na mesa, com um e-mail alegre aberto no seu computador e com um monte de coisa para perguntar e falar, mas tentando não colocar todos os carros na frente dos bois, para não desmoronar algo que pode ser totalmente especial.
Ele respondeu todos os pontos que ela levantou, colocou suas ironias aos poucos para que não tivesse um entendimento errado. Ele sorria a cada parágrafo criado e ficou assustado com o tamanho da sua resposta. Dali, ele decidiu passar seu celular para que as conversas fossem mais dinâmicas e a sorte estava lançada.
Ele percebeu que nunca tinha visto a menina, nenhuma foto ou nada. Mas naquele momento, ele nem se importava com aquilo. Ele queria alguém legal e engraçada por perto. E achou que tinha encontrado – ou melhor, ele foi escolhido.
Conte-me algo aqui...