Demorou duas horas e meia para ela responder e pelas frases e modo de escrever, havia um alívio e alegria na resposta…

Não foi um e-mail curto, mas também não longo. Ela escrevia com a alegria de que sua busca e insanidade haviam atingido o alvo. Na verdade, alvo é uma palavra incorreta. Ela gostou bastante do seu perfil e o site cruzava boas informações que combinavam com sua fase. Ela estava cansada das aventuras modernas. Ela estava cansada dos jogos, das mentiras e daqueles falsos romances que só serviam para o sexo no final. Ele também poderia se enquadrar nesse imenso time, mas algo no seu inconsciente dizia que não. Que ele estaria em um grupo diferente, em outro ritmo e que o brilho dos olhos nas fotos, dizia que havia uma pureza ali.

A resposta dela fluiu tão rápida e automática, que enviou sem reler ou revisar. Depois relendo, pensou que foi muito afoita em algumas partes e sentiu vergonha de certas partes. Mas riu sozinha. Sua colega ao lado quis saber e ela mal sabia explicar. “Sua doida…” foi o comentário final com as duas rindo. Ela não havia notado, mas suava levemente com o nervosismo da situação.

Era a primeira vez que ela sentia isso em anos e ficou brincando de imaginar como ele estava lendo a sua resposta e como ele iria reagir com as partes afoitas e sem jeito dela.

No fim das contas, sorriu para si mesmo e pensou “Fui bem direta e sincera. Se ele estiver na mesma vibe que eu, ele vai gostar e deixei bem claro que não gosto dos joguinhos…”

E continuou rindo, mas clicava de cinco em cinco minutos para ver se havia uma nova mensagem…