Uma coisa é conhecer alguém e gostar dessa pessoa. Outra é viver uma vida adulta e se acostumar com a rotina de cada um…

Claro que não foram apenas maravilhas, tesão, alegrias e risadas. Uma coisa é você gostar de alguém, mas depois de uma certa idade, é difícil se acostumar com as manias e rotina das outras pessoas. Eles eram bem diferentes desde profissões até vontades pessoais. Ela era da área administrativa, ele de tecnologia. Ela era preguiçosa, ele elétrico e isso eram as diferenças mais simples…

Eles não chegavam a brigar, mas discutiam sobre como deveriam “aceitar” os moldes de cada um. Ela adorava rever filmes – não duas ou três vezes, mas vinte. No início ele estava OK com tudo isso, mas depois enchia o saco. Ele era metódico e arrumado, o que a deixava meio incomodada por ter lugar certo para todas as coisas. Ela acordava e adorava ficar na cama por, no mínimo duas horas, o que o irritava porque queria aproveitar mais os dias. Ele acordava cedo para academia, ela se irritava porque muitas vezes não conseguia voltar a dormir.

Precisaram conversar sobre todas as diferenças e ver um ponto médio, para que a vida dos dois juntos não fosse impactada e o que mais eles queriam era dar certo. Ambos odiavam brigar e, lembre-se que os dois eram arianos, então tinham as “brigas” como sobrenomes.

Mas, quem é adulto entende tudo isso e sabe que faz parte de um todo que, se não conversado, pode ser um problema infinito…