Eu ainda prendo a respiração e sinto aquele calafrio que sentia ao te ver chegar…

Sua silhueta ainda persegue meus pensamentos e hoje vejo que caminho pelas ruas olhando para o chão, pois tenho medo que a encontre e veja as diferenças gritantes das nossas vidas. Sinto falta daquela corrente elétrica quando você sorria e me abraçava ou quando você se aninhava em meu braço e pedia que o tempo paralisasse para que você não tivesse que sair daquele momento.

Eu sei que você nunca sentiu o mesmo que eu e essa luta insana, de fazer você se apaixonar por mim, foi a principal razão das minhas insônias naquele ano. Mesmo assim, eu faria tudo novamente para ver o seu sorriso e conversar sobre rotinas e descobertas banais no nosso café da manhã.

Percebi que não lembro mais o perfume do seu pijama e me deu saudade do tempo que eu o sentia antes de dormir, quando você não estava por perto. Era a forma de enganar meus pensamentos que você estava ali ao lado e eu poderia dormir tranquilamente.

Talvez toda essa inquietação que tive naquele ano, fosse uma previsão do futuro e da triste realidade do hoje: Você se foi e todas as lembranças evaporaram pouco tempo depois. E infelizmente até hoje, nada existe com a importância que você as criou em minha vida…