Muita gente confunde que já que você tem uma vida “solteira” tem uma licença para fazer merda o tempo todo. São coisas BEM diferentes…

Passei praticamente todos os grandes momentos da minha vida a limpo durante esse mês (faltaram 3 capítulos que mereciam pontos aqui, mas eles já tiveram suas aparições em outros contos) e ficou claro que, mesmo ficando “solteiro” tanto tempo, eu consegui desenvolver bons pontos de partida para diversas situações e conhecer boa parte do universo sentimental existente no mundo.

Estando solteiro eu posso dizer que conheci e sai com meninas de tudo quanto foi jeito. Certas, erradas, problemáticas, desconfiadas, meigas, loucas, românticas, engraçadas, sérias, aproveitadoras, feministas e por aí vamos… Não existe, por assim dizer, uma preferência. Existem épocas que você acaba focando suas energias em um tipo específico, mas depois essa coisa toda migra para o próximo grupo e vira um ciclo.

Logicamente que dentro de todo esse universo, algumas me odeiam e nem me querem ver mais na frente. Outras, eu que não quero cruzar na rua nunca mais. Outras viraram amigas e outras ainda podemos manter uma conversa séria sem amizade, pois, no meio de toda ação proveniente, sempre existiu um canal para conversarmos e debatermos as questões da vida. Pode parecer bizarro, mas com a idade chegando, os papos foram saindo do lugar comum de sexo e curtição, para algo mais construtivo e sério.

“Adoro transar contigo, mas o que mais me encanta é poder falar contigo sobre tudo e sempre saio daqui com mais alegria do que cheguei…” e tem muita molecada que não entende que é melhor ter uma dessas, do que dez da parada de balada, sexo e tchau.

Vida desgarrada não quer dizer com todas as letras putaria. Já foi… Mas chega um momento que desgarrada acaba sendo a vida aberta como um livro. Não adianta você mentir e tentar fingir ser uma santidade, porque provavelmente a mina do teu lado também está fazendo a mesma coisa. É mais bonito para os dois abrirem o jogo, falarem seus objetivos e vontades e viver cada um a vida de maneira leve e tranquila. É sexo de boa e tchau? Deixa isso claro. A menina agradece e você agradece.

Como falei no meu maior erro, eu não quero mais mentiras e ficar pensando em mil roteiros, razões, caminhos e afins para justificar uma decisão da minha vida. Sou direto e verdadeiro. Isso muitas vezes causa sustos e algumas pessoas acham que é grosseria. Mas eu levo numa boa, explico as minhas razões e a gente consegue manter o foco e a diversão meio que intactas.

Outro ponto é saber quando um relacionamento não vai adiantar. Já perdi as contas por achar que tinha encontrado a menina que valesse a pena algo mais e, no segundo momento, vi que não seria nada daquilo sonhado… Outras acharam que eu era o cara certo, mas quebraram a cara com a decisão.

Por incrível que pareça, hoje eu consigo identificar a duração daquele relacionamento no primeiro beijo. A gente consegue perceber a química, o encaixe, a vontade, o brilho todo… Se brilhar, a gente luta até cansar. Se não brilhar, amigo, é melhor dar um abraço bem apertado no final da noite e seguir a vida.

Eu, nesses anos todos, aprendi a priorizar meu sono e, por acordar muito cedo, me dá calafrios pensar que vou dormir mal e ficar o dia todo com sono por causa de uma menina. E a gente continua nessa, até ver o brilho novamente e iniciarmos um novo capítulo (e torcer para ele virar muito mais que um conto de blog) dessa odisseia toda…