Ele balançava entre a desconfiança e a certeza que estava sendo enganado…
Ele matutava pedaços de diálogos roubados, no silêncio de uma noite que nem deveria existir, e remoía em seu momento de prazer solitário. Era uma viagem entre o real e o ilusório. Era uma arte de criar possibilidades de traições, seduções, desejos e realidade escondida para não parecer errado. Ele remoía o inevitável, porque não poderia simplesmente esquecer tudo o que havia visto e presenciado.
Agora ele seguia por um caminho entre a adivinhação e as lágrimas da enganação. Ele seguia o caminho tortuoso de saber que era apenas mais um aos olhos de todos os outros habitantes ao redor. E seguia sabendo que cada palavra especial que recebia, poderia ser mais uma encenação – mais uma forma de mentira e mais uma forma de entender que ele não deveria ter começado com essa ideia…
Conte-me algo aqui...