Era sempre o céu da noite que pintava seus olhos. Era sempre a mesma misteriosa brisa gelada que aquecia seu peito…
Era uma caixa sem vida. Como se o verso tivesse sido cortado no meio e retirado da sua rima inicial…
Esta carta eu envio para uma data desconhecida. Uma data que os anos pesarão de uma maneira singular e os nossos olhos se encontrem novamente…
Se tudo é igual, por que buscamos o que não conhecemos? Por que contemplamos um desconhecido e infinito universo de probabilidades?
Foi como ela queria. Na verdade, foi como ela sempre imaginou. O convite desfeito que se transformou em um novo caminho para seguir…
“Eu gosto de dias assim… Cinza, nublados e com essa garoa fria. É um momento que somos mais sinceros e intensos com nossos pensamentos…”
Hipnotizado pelo brilho de uma nova constelação em um céu inexistente…
É um vento diferente, que te faz mais perto de mim ao mesmo tempo que te afasta para contemplar o céu limpo…
É como uma aflição prudente, que toma vergonha das situações e enumera os resultados nos olhares que ganha ao ser esquecido…