Essa história aconteceu em um Uber em Lisboa, mas serve para nos perguntarmos certas coisas…
“Pronto Má! Tô livre. Quando nos vemos?” e essa foi a quinta mensagem com o mesmo teor que recebia…
Ela percorria os lábios como se buscasse as sílabas faltantes do seu soneto de súplica…
A dúvida pairou pelo ar gélido da manhã desconhecida. Era como se fosse um convite sem defesa…
É complicado escrever sobre um beijo que se espera, um abraço que se sonha, um sorriso que se guarda…
O perfume percorre o ambiente, impregna as mãos e guias meus sonhos…
De repente é rápido demais. De repente nada acontece. As horas voam como um avião e de repente tudo estaciona para sempre.
Era novembro e a brisa gelada se apoderou das suas entranhas poéticas…