Não tenho uma foto para lembrar da gente. Sua imagem é um borrão de lembrança em um dia de neblina forte e impossível de definir…
É fácil encontrar aqueles que sonham com a beleza de um céu límpido e recheado de paz. Mas ainda acredito na beleza das nuvens carregadas…
Eu ainda esperava que o interfone fosse tocar e sua voz mandasse abrir todas as portas por aqui…
Uma história de faz de conta sem um enredo definido e que se perde nas rimas que nunca se conectam…
Nessa mesma data no passado tudo era tão diferente. Era um outro tempo que a normalidade feliz ecoava em outras paredes…
Encontrei as velhas lembranças, escritas nos amorosos anos passados. Lembranças que brindavam o platônico e a descoberta do mundo da liberdade…
Eu tinha medo desse momento. Que era quando eu começaria a esquecer como era ter você por perto e como era seu jeito em algo tão normal…
Existem os tipos a serem cumpridos, os que rezam para ser traçados e os que clamam por notoriedade…
Sempre tentei apostar nas alternativas que curavam os pontos falsos do amor…