Naquela semana marcaram um novo encontro. Clara já sabia o caminho da casa do Matheus e tudo ficou mais fácil…

No fim da tarde de quarta-feira ela apareceu na casa dele. Foi depois do trabalho e não houve convites para nada além de conversarem e rirem mais ainda da situação passada. Ele não preparou nada além de algumas cervejas geladas e alguma coisa para aperitivo. Tudo foi bem leve e divertido… Ela começou explicando como tudo havia iniciado na festa e como o timing, em que Rodrigo saiu e ele chegou, foi até certo ponto divino. Não sabia das intenções dos dois, mas claramente eram diferentes na questão de um ser aventura por estar na vida bandida e outro mais duradouro, pois como ela, já havia gasto tempo suficiente nas temporariedades da vida.

Ele explicou como conheceu a Marcela, da volta a pé, a ida ao bar para mais cervejas com o Felipe e tudo mais. Explicou que ocultou a história de voltar o caminho todo a pé, para que ela não se sentisse culpada por ele ter perdido o trem, mas a verdade era que realmente ele gostava de caminhar e naquela noite foi um convite tentador. Depois contou como a Marcela se aproximou e como ele “deu corda” para o ataque e todo o resto.

Nenhum dos dois comentou como havia sido o sexo e tudo mais, até porque era desnecessário. Mas, admitiram que por conta do azar do destino, havia sido uma noite só e agora pouco conversavam com Rodrigo e Marcela.

“Foi estranho, divertido, mas não preciso repetir mais não…” ria Clara como concluindo o assunto.

“Ah sim… Definitivamente não tenho mais idade para essas coisas de sair com duas em dois dias seguidos.”

“Overtraining né Má?”

“Pode ser”

Se beijaram tranquilos enquanto tomavam as cervejas no sofá onde havia transado pela primeira vez. Os amassos foram aumentando e começaram a tirar a roupa ali mesmo.

“Má… Saí do trabalho agora. Não estou limpinha né…”

“Relaxa, tudo bem…”

“Não sei…”

“Tá tudo tranquilo… Relaxa…”

Ela ficou tensa quando ele começou a chupa-la novamente, mas o tesão era maior e foi relaxando aos poucos, sentido a língua dele dentro dela e se molhando de prazer cada vez mais. Ela quis chupa-lo também, mas ele não queria parar naquele momento, então ela se virou e acabaram ficando num 69 por alguns minutos. Foram para o quarto terminar a transa de maneira mais confortável e com mais espaço. Foi uma transa relaxante, mas lembraram como a química e encaixe entre eles era realmente prazeroso. Ao fim, ofegantes e relaxados, ficaram abraçados até a respiração voltar ao normal.

“Momento pergunta broxante, tá bom, Má?”

“Usei camisinha…”

“Como você sabia que eu ia perguntar isso?”

“Porque sim ué. Essa nem foi difícil. E você?”

“Também, ele não queria no início, mas sem conversa, fiz ele colocar… Não dá né?”

“Sei lá… Eu coloquei porque claramente a Marcela é um pouco louca…”

“Eu sei que a gente está sendo louco também, mas sei lá, contigo fico mais à vontade mesmo não conseguindo explicar… Sou noiada com isso, não por engravidar porque tomo pílula, mas vai saber das doenças né?”

“Sim… Filho é o de menos. O problema são as doenças…”

“Mudamos de assunto então…”

“Perfeito.”

E ficaram ali na cama mais algumas horas. Ele a levou novamente à estação e seguiram na rua sem darem as mãos. Percebeu que ela não estava tensa mais.

“Tú tava tensa quando te levei no sábado de manhã… Era visível, sabia?”

“Sim… Porque eu sabia que ele morava perto daqui. Quando vi que o caminho da sua casa até a estação passava perto do bar que iria encontra-lo, pensei que era um risco. Mal sabia que o risco nem era aquela hora, mas mais tarde…”

“Pois é… Eu até pensei que a Marcela fosse sugerir o ‘Amadeus’ porque aquela galera vai direto lá… Imagina se a gente fica na mesma mesa?”
“HAHAHAHA… Nem brinca! O que você faria?”

“Ficaria ali de boas, ué. Eu não ia embora porque daria muito na cara…”

“Eu acho que inventaria uma cólica menstrual e iria para casa e nunca mais ia te ver…”

“Magina, duvido! Pra que isso?”

“Ah, que azar pô… Você sai com um cara um dia, marca com outro no dia seguinte e justo nessa loucura você senta na mesma mesa com os dois? É muita sacanagem divina…”

“Divina não. É tipo um sexo em grupo, mas sem sexo…”

“Jamais! Não tenho maturidade…”

“hahahahahaha… Sei Sei…”

Se despediram na porta da estação. Ela pegou o trem das 23h30 e ele voltou para casa sem passar em bares ou afins. Ela enviou uma mensagem avisando que estava em casa, ele respondeu que tinha curtido a noite e deram boa noite. Não havia nada de obscuro naquele momento. Era apenas a ideia de deixar o tempo ditar o ritmo e os próximos capítulos que existissem à frente…