Há algumas semanas fui passar o final de semana para visitar um amigo cujos filhos faziam aniversário…
Encontrei meu corpo solto de razão e empoeirado pelas rimas que me picavam. Vi, na silhueta da janela, um oásis perfeito se formando na virada de calendário…
Outro dia entrei em uma conversa da qual sabia que sairia alguma discussão perdida…
E assim começamos mais um ano com a magia de que tudo é possível, e tantas novas oportunidades surgem no nosso horizonte…
E assim vemos as luzes piscando em fachadas e vitrines, como se cada lâmpada fosse a promessa de alegria que falta no nosso cardápio…
Existem épocas em nossas vidas em que somos destrutivos. Destrutivos no sentido de que TUDO em que colocamos a nossa força ou vontade se destrói…
Existe um momento em que a vida pede uma passagem diferente. Longe de alterar os rumos do vento, de cruzar caminhos diferentes ou alterar valores que achávamos serem perpétuos…
Não gosto mais de sorrir sem sentido, nem vejo graça em abraços nos (des)conhecidos que não sabem da minha vida…
A cidade já acordava torta. Um bafo quente de concreto, suor e desespero. Cheirava a noite mal lavada, com gosto de vodca ruim, cigarro barato e promessas que ninguém quis cumprir…