Depois das ruas vazias, portas fechadas, medo extremo, incógnitas a mil e muitas perguntas… Tudo começou a voltar ao normal…
Ele gostava daquela sensação do seu copo enchendo e a língua enrolando uma frase mais completa. Era a hora do dia mais aguardada…
Eu me vejo naquele menino que brinca com sua bola, imaginando o momento e narrando um sucesso que nunca saiu da sua ilusão…
Foi o início de uma paixão louca, inconsequente e com toques cruéis de repetições desnecessárias…
Ela sabia que seria daquele jeito ao estacionar no meio da estrada deserta. Ele estava ali ao lado. Centímetros do seu corpo…
Era tarde da noite com a vodca de sempre no copo, com a garrafa vazia encostada na pia da cozinha…
Você se lembra como éramos jovens e tudo se encaixava perfeitamente como música? Ou até mesmo como o sol parecia nunca parar de brilhar, mesmo com a chuva companheira…
É um ciclo vicioso que nunca se fecha. Um eterno início-meio-fim que se repete sem freio…
Foi como todo um novo acontecimento com um mesmo final, que deixa pontas soltas mal colocadas e toda uma história por contar…