A carta estava em sua porta quando ele a abriu logo pela manhã. Não havia remetente, mas ele sabia de quem era…
A chuva caía no fim de tarde e pintava toda a cena bucólica demais para o enredo existente…
Foi como ela queria. Na verdade, foi como ela sempre imaginou. O convite desfeito que se transformou em um novo caminho para seguir…
“Eu gosto de dias assim… Cinza, nublados e com essa garoa fria. É um momento que somos mais sinceros e intensos com nossos pensamentos…”
E voltei ao bar de tantos anos atrás e ali estava eu. Sozinho, com minha cerveja na frente e algumas boas recordações…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…
Como desvendar os sinais da mulher que você sabe ser a certa e que pode escapar assim que o vento bater para novos horizontes?
Era um feriado diferente para mim. Mesmo sem os amigos de sempre, decidi ficar sozinho na minha cidade natal. Era um momento de descanso…
Eu nem sei como começar por aqui. Essa é a primeira vez que escrevo para você. Algo estranho, mas que nunca tive como escrever de nós antes…