Naquela primeira semana houve muitas mensagens entre os dois, mas entre uma resposta e outra, haviam outros convites aparecendo para os dois lados…
Agora era o momento que eles mais temiam. Apesar da vontade, sabiam que o medo de dar errado rondava próximo dali…
Ambos demoraram para dormir. Despertaram poucas horas depois, mas sem cansaço. A ansiedade da conversa era maior…
Ainda faltava metade do caminho para chegar em casa. Chegaria tarde e dormiria pouco, mas pelo menos a noite valeu muito a pena…
Clara ainda tinha as mãos nos lábios quando o trem chegou à estação seguinte. Foram cerca de 5 minutos em um mix de surpresa, lembrança e alegria…
Ainda rindo da situação passada, se virou e encarou a realidade que não havia mais trem e teria que caminhar até sua casa…
Era uma forma de fuga que talvez nunca saísse do papel. Daqueles planos mirabolantes para encontrarmos um amor infinito que nunca existiu…
Já escrevi aqui duas vezes sobre as minhas razões de partir e não ter raízes. E isso talvez seja a minha maior verdade, mas também um dos maiores defeitos…
Talvez seja a frase que eu mais falei durante minha vida. “Caralho, isso me irrita…” seria o título da minha autobiografia…