Talvez seja a frase que eu mais falei durante minha vida. “Caralho, isso me irrita…” seria o título da minha autobiografia…
Eu sei que é feio, mas é real. Eu ignoro pessoas e a razão é puramente matemática…
Mais do que o normal. Mais do que as pessoas realmente precisam. Eu preciso de silêncio e isso inclui uma solidão bem presente…
Nunca presenteio flores e o motivo é um tanto egoísta… Elas morrem e me causa uma estranheza enorme presentear alguém com algo que morre e se vai…
Pode ser algo simples, mas nunca sigo o básico das tradições. Meus dias são diferentes há anos e isso norteia muito o meu entendimento das celebrações…
Sabia que a porta estaria aberta. Ela só fechava quando ia dormir. Era o seu jeito de sentir a liberdade…
Havia algo em seu olhar que ele não conseguia explicar. Era uma tensão palpável, talvez por conta da força da situação…
Eram marcas de uma noite que não deveria ter existido. Era mais fácil ignorar a chamada, o convite em cima da hora e o desejo intensificado pelo álcool…
Foi como ela queria. Na verdade, foi como ela sempre imaginou. O convite desfeito que se transformou em um novo caminho para seguir…