“Eu gosto de dias assim… Cinza, nublados e com essa garoa fria. É um momento que somos mais sinceros e intensos com nossos pensamentos…”
Não foi inesperado, pois tudo poderia acontecer. Todos sabiam que o mundo poderia desabar depois daquele beijo quente…
Seria o relato de uma tragédia anunciada, não fosse pelo sol brilhando lá fora enquanto acordavam assustados…
Não que ela quisesse, mas seria necessário. Ela tinha a curiosidade e prometeu para si mesmo que seria apenas aquela vez…
O primeiro passo se deu no automático. Era uma época diferente e angustiante demais para suportar as diferenças…
O início sempre é a parte que todos lembram, que remonta os acontecimentos e diálogos, mesmo sendo confusos e inaudíveis…
E voltei ao bar de tantos anos atrás e ali estava eu. Sozinho, com minha cerveja na frente e algumas boas recordações…
Era um medo que não se palpava. Era uma constante alucinação de algo que nunca havia sido de verdade…
Ele terminou seu copo e tentava pedir desculpas com os movimentos e braços. O silêncio agora era algo nocivo…