Admito que quando comecei o Caminho, eu não esperava me emocionar ou sentir a necessidade de extravasar em choro os meus motivos…
Se perguntarem a minha grande lembrança do Caminho, minha resposta será “Tamel”. Uma vila minúscula de Portugal (menos de 3000 habitantes) que é uma das paradas “tradicionais” do Caminho Português…
Se buscarmos a explicação de acaso, podemos encontrar que é algo que acontece sem motivo ou explicação aparente…
Justamente no terceiro dia de caminhada, eu digo que venci os últimos medos…
Os primeiros passos sempre são confusos. Você ainda não está acostumado com o peso da mochila, não sabe se usa ou não os bastões de caminhada e ainda não entende como pode prender melhor a lanterna…
Como dizem tantas músicas, as vezes apenas devemos arrumar as malas e partir para o nosso destino, seja como e onde ele for…
Quando você começa a pesquisar sobre como se preparar para o Caminho, uma tonelada de informações diferentes começa a surgir na sua frente…
Eu acredito que esse tipo de jornada necessita uma motivação. Nao necessariamente uma motivação, mas uma razão para se fazer, um objetivo…
Já se vão oito anos que comecei esse espaço, me perdendo em propósitos e encontrando refúgio terapêutico para concluir minhas histórias…