Ainda rindo da situação passada, se virou e encarou a realidade que não havia mais trem e teria que caminhar até sua casa…
Era uma forma de fuga que talvez nunca saísse do papel. Daqueles planos mirabolantes para encontrarmos um amor infinito que nunca existiu…
Já escrevi aqui duas vezes sobre as minhas razões de partir e não ter raízes. E isso talvez seja a minha maior verdade, mas também um dos maiores defeitos…
Talvez seja a frase que eu mais falei durante minha vida. “Caralho, isso me irrita…” seria o título da minha autobiografia…
Eu sei que é feio, mas é real. Eu ignoro pessoas e a razão é puramente matemática…
Mais do que o normal. Mais do que as pessoas realmente precisam. Eu preciso de silêncio e isso inclui uma solidão bem presente…
Nunca presenteio flores e o motivo é um tanto egoísta… Elas morrem e me causa uma estranheza enorme presentear alguém com algo que morre e se vai…
Pode ser algo simples, mas nunca sigo o básico das tradições. Meus dias são diferentes há anos e isso norteia muito o meu entendimento das celebrações…