O vidro respondeu o contra verso da carta estilhaçada. Foi assim que tudo começou…
Os papéis de presente no chão. A música desconhecida. A feira de bugigangas. Os copos partidos…
De uma janela violeta foi ditado o cântico do amor platônico…
O ar gélido congela a face fechada de alegria e agoniza na falta de lembranças…
Um inferno astral que não relaxa até o último suspiro. Um giro solitário de um lobo fora de controle…
Era a lembrança do pecado volátil. O escape perfeito de uma tarde ensolarada com o beijo roubado na dobra da esquina…
Era evidente que um dia aconteceria. Era certo que nos viríamos e trocaríamos palavras fulas na noite…
Eu devo ter sonhado com Deus em uma conversa franca e leve, como amigos de longa data e sem limites…
De uma noite regada ao álcool surgiu a ideia perfeita de poesia…