Era uma caixa sem vida. Como se o verso tivesse sido cortado no meio e retirado da sua rima inicial…
Hipnotizado pelo brilho de uma nova constelação em um céu inexistente…
Nos hemisférios clamam as patadas da voz. Fico fora de contexto, pois a realidade me põe de lado nesta discussão pouco aproveitada…
A vida grita cada hora para vencermos os obstáculos e coletar os pedaços, tentando completar o quebra-cabeça incompleto…
Traga-me o que dizer e escrever. O que poderia descrever em lira doce e poética, para que tudo fosse diferente daqui…
Pelo fim que você desenha em seu rascunho. É o fim conhecido de uma caminhada que nunca começa…
A soma da realidade nunca foi amiga confidente do seu sorriso. Nunca soube dizer o que buscava nas curvas dali…
Sempre foi um ambiente frio. Era como se o nada que estivesse ali, fosse um amigo de longa data…
Eu estou reinventando a felicidade, pois perdi esse senso em algum vento de outono de lá…