Tenho um temor constante. O de nunca mais voltar. De nunca mais ver os lugares, pessoas, amigos e sentir um pouco mais do que hoje já sinto…

É a terrível incógnita de não prever os próximos passos. De não saber para onde a estrada vai levar. Por mais planos concretos que faça, fica aquela ponta solta que me aterroriza e a voz na minha cabeça exclamando “Essa pode ter sido sua última vez…”.

Mas quando é a última? Quando temos essa certeza de que algo nunca mais se cruzará em nossos passos? Perguntas de difíceis respostas e incontáveis temores. Pode ter sido o último abraço, o último drinque, a última risada, a última refeição. Pode ter sido o último beijo, o último gesto, a última súplica. Pode ter sido a última reunião, o último pedido, a última festa…

Pode ter sido toda a última página do bendito livro da vida. Que te permite reviver alguns capítulos escritos, mas nunca te deixa olhar o que vem a seguir. Nunca te dá ideia das próximas aventuras e nem sabe se já está no fim, no meio ou apenas começando…

E seguimos. Traçando planos para serem alterados. Construindo sonhos para serem esquecidos e nos apaixonando para quebrarmos nossos corações na próxima estação…