E se pedissem para descrever o dia seguinte de um primeiro pecado? Como seria a história contada?
No dia seguinte do seu primeiro pecado, o sol não se levantou. Foi como se tivesse se escondendo para não dar sua luz para banhar aquele que era o início da sua perdição. Nada ia ficar melhor no decorrer das horas, o suor ainda escorria pela saliva doce… Em seu pensamento de defesa, repetia que ninguém ao seu redor o conhecia e ninguém mais se lembraria dele. Ele carregava consigo um rosto comum que as pessoas nunca lembravam e nem sabiam descrever…
“Ninguém sabe que eu estou vivo… Ninguém lembra que eu vivo…” ele repetia enquanto encarava seu sorriso malicioso no espelho do banheiro…
Era uma vida dúbia, uma junção de frustrações e sonhos despedaçados que o conduziram para um caminho obscuro e convidativamente viciante. E foi assim que tudo se desenrolou. Um dia comum para o resto do mundo e apenas com sua mente inquietante trabalhando em dois pontos distintos – o que ela recriava todos os passos da noite anterior e o outro que mostrava a doce realidade que ninguém se importava com aquilo…
Ele seguiu fortalecendo o segundo pensamento e foi assim que tudo começou… Até chegar o dia que ele já não encarava mais como pecado e sim como rotina exclusiva e maliciosa. Aquela doce rotina que fazia o sorrir na manhã seguinte, fazendo chuva ou sol…
Conte-me algo aqui...