É aquele abraço forte que quase não se pode soltar. É o reencontro sabendo que a proximidade já não é a mesma, mas a emoção e alegria seguem intactas…

São emoções que se calam por medo de expor todo o vazio existente nos dias. São espaços que se completam de maneira diferente, mas que fingimos normalidade, mesmo sabendo que nós tratamos diferente esses novos momentos. Nos permitimos exceder alguns limites para que a felicidade grite mais alto, preenchendo o silêncio que começava a enraizar vertentes esquisitas onde vivíamos antes. Nos permitimos abraçar e beijar o máximo possível e extrapolando o limite que criamos anos antes, simplesmente porque precisa de uma revisão e alterar para o “novo normal”…

Os dias passam rápido, mas são aproveitados. As lágrimas vão surgir quando o fim chegar, mas esquecemos de como é a angústia dessa certeza e sorrimos para a nova rotina que criamos naqueles quarenta e poucos dias. Não queremos ser sempre corretos, apenas entendemos que somos assim e precisamos desse sopro de puro amor que apenas nós podemos viver…

São os momentos de família, de sangue e a que escolhemos nos nossos passos, que preenchem o coração e mostram que a vida escolhida ainda é feliz. São momentos curtos, mas que confortam um pouco a dor que nossas escolhas e destinos trazem como resultado. É uma liberdade de entender que somos parte de algo muito maior, que nosso lugar estará sempre ali, com mudanças e adaptações, mas que a pureza e a sinceridade ainda reinam – e reinarão por muitos anos seguidos…