Talvez seja alguma “maldição”, mas acho mágica a sensação de ter uma presença de alguém que já foi deste mundo, tão perto de nós…

Uma alegria ímpar e uma situação inexplicável. O acaso brincando de ser mais real e planejado do que é. Uma imagem que brota no canto do olho, um perfume que preenche o ambiente e um som tão passado e familiar que abençoa este cenário todo. É uma marca pessoal, um cachorro que mira o seu olhar em você ou uma cor que dizia tanto com tão pouco.

São peças que soltas não se conectam, mas no contexto certo elas têm o seu devido valor e aprofundamento. São elas que te sustentam e te fazem perceber que você não está só. Que não importa o local, eles sempre estão conosco e compartilhando nossas alegrias, tristezas, nossas vitórias e apoiando-nos nas nossas intermináveis derrotas.

Eles aparecem para nos aliviar e saber que tudo continua que o fim é apenas físico, mas que nas equações inexplicáveis, eles continuam vivos e mais presentes do que nunca. Por isso que eles não nos deram Adeus, pois eles, no fim, já perceberam que nada disso termina e eles estariam próximos suficientes para serem notados. E sorte a nossa de poder notá-los nas tênues e brandas mensagens dadas…