Foi o início de uma paixão louca, inconsequente e com toques cruéis de repetições desnecessárias…
Era para ser apenas uma cerveja no fim de tarde. Era para ser apenas um convite inocente entre pessoas se conhecendo. Era para ser apenas um gesto educado dele pagar a conta e era para ser apenas um beijo de despedida…
Mas a forma com que ele buscou a cintura dela foi especial. No jeito fácil que o vestido dela se encolheu depois também. A forma com que ele sorria livre, malicioso, empolgante e buscando uma correspondência… Ela se entregou não sabendo muito bem a razão principal. Talvez fosse uma junção de tudo. Do gosto de álcool se mesclando com o perfume dele, daquele sorriso que encantou desde o primeiro contato ou do calor latente que aquele abraço causava nela…
Ela se entregou e não quis sair mais. Transaram quente no carro dele, no fim da tarde de dezembro e ela gritava sem vergonha ou medo do que fossem pensar. Era a insanidade que ela nunca havia provado no seu mais alto nível. E ela sorria.
Sorria até depois, quando ainda olhava para ele com gosto de quero mais. Sorria maliciosa mexendo no corpo dele enquanto ele dirigia. Iam para a sua casa, mas pararam umas ruas antes para mais um round. Ela ofegava, mas queria. Ela já estava descabelada, mas não se importava.
Foi a primeira vez que ela nunca esqueceu. Foi a primeira de muitas outras. Foi a primeira que ela nunca mais repetiu. Foi a primeira com a urgência de ser a última…
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