Depois de dois anos de pandemia, podemos falar que começamos nossa volta ao normal. De sentimentos e de vida social…
Deixamos as máscaras um pouco para trás e nos permitiram voltar às viagens, festas, reencontros e relembramos um pouco de como era a vida antes desse pesadelo que durou 2 anos e levou tanta gente embora. Chegaram as vacinas e reabriram as portas do mundo. No meio de discussões perversas e ferrenhas, ignoramos algumas diferenças e brindamos a normalidade que parecia nunca voltar para valer. As festas populares retornaram, as pessoas ficaram mais loucas – muito por conta das proibições dos últimos anos. E a vontade de brindar o “novo”, falou muito mais alto várias e várias vezes…
Eu retomei o caminho do aeroporto e quase não lembrava da sensação de novos lugares e ter o “medo prazeroso” em andar sem rumo, com o GPS guiando e tentando criar pontos de reconhecimento em cidades que já ficaram para trás. Foi engraçado a sensação do “ter que aprender novos caminhos” porque a mochila nas costas nem pesava, mas os dias passavam rápido demais para se criar rotinas.
Outras mudanças aconteceram. 2022 foi uma enxurrada forte e brava que me levou para montanhas-russas de extremos novamente, mas que eu, passo a passo, fui tentando me equilibrar e evitar danos maiores. Sempre há danos, mas fazem parte do que a gente chama de viver com o estilo das nossas escolhas. Seria loucura pensar que nada aconteceria. Mas, entre poesias e traições, a gente vai se encontrando e digerindo todos os cacos que estão em nosso prato e criamos mais histórias e mais contos para esse espaço – sempre usando a mescla da imaginação e temperando muito bem a massa toda entre verdade, sonhos e pura licença poética.
De brigas, já basta o confuso período de eleições e, por bem ou por mal, a esperança de que o próximo governo faça o melhor para as pessoas. Será difícil pacificar o que a gente destruiu por tantos anos, mas se ao menos podermos caminhar um pouco, já é algo para se alegrar.
E é isso. 2022 vai terminando com um sentimento forte de “dever cumprido”. Foi difícil retomar tudo o que havia mudado nos últimos anos, mas eu admito que foi melhor do que eu esperava. Que 2023 tenhamos mais tudo de volta e mais fé, alegrias, saúde e motivos para relembrar e celebrar tudo o que nos faz bem – de beijos inesperados a traições mal resolvidas, aos encontros de um destino que brinca com nossos sentimentos e até mesmo da descoberta de uma nova esfera de amor. Que 2023 vocês tenham tudo de bom e que nunca nos falte inspiração para ver o lado bom das coisas, mesmo nas trevas que estivermos temporariamente.
Obrigado 2022. Feliz 2023!
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