Nos perdemos com tantas combinações existentes, que fica difícil dizer qual foi o início dessa sequência…
Nos perdemos mais em números do que em caminhos. Nos escravizamos por sequências numéricas que já não sabemos os meses da próxima estação. Hoje decoramos inúmeros números diferentes, mas esquecemos os números do telefone dos nossos pais.
Hoje codificamos o app de mensagem com uma sequência inovadora, mas nos esquecemos o número do apartamento do nosso melhor amigo. E só os visitamos, porque existe um porteiro e você sabe o andar e a porta – mas dificilmente o número dali.
Não esquecemos as diversas senhas dos muitos cartões, mas somos incapazes de guardar o dia e mês de aniversário daquele teu companheiro de infância. E se não fosse o Facebook, você teria perdido anos e anos… E sabe o que é melhor? Eu tirei o meu aniversário do Facebook e recebi SEIS parabéns de uma lista de mais de 200 pessoas…
E sim, eu também sou um desses escravos. Eu também esqueci o aniversário de pessoas queridas. Eu também guardo senhas de 4 bancos diferentes, mas sou incapaz de lembrar qual foi a data de um churrasco entre os amigos. Sim, também juro que serei mais ligado nessas coisas – que são tão importantes em minha vida – mas na semana seguinte começará um novo trabalho, com novas senhas para memorizar e cadastrar coisas em diversos novos sistemas. E daí eu vou guardar esses novos números e os velhos, e importantes, se irão da minha memória, cada vez mais castigada dessa tonelada de número inútil que acabamos escravos…
Conte-me algo aqui...