É o momento de fechar as malas e seguir para a apneia longe daqui. É o momento de começar o novo ano de verdade…
Fechamos a mala e seguimos para o velho continente para colocar em prática os planos da vida. É o momento que o coração aperta e a alegria de antes se mescla com um medo da incerteza de como serão os próximos meses. Não tanto pelos fracassos da vida, mas pela dúvida de como estarão os daqui. É difícil não pensar que talvez seja a última vez de muita coisa – o último abraço, o último beijo, a última visita, a última conversa…
São momentos complicados e sem dúvida a parte mais dolorosa das escolhas que fiz em vida. É um preço altíssimo, sem saber se a recompensa virá – ou quando ela virá. A que preço fazemos tantos desafios? A que preço abrimos mão da nossa família? A que preço a balança pende para um lado ou outro?
São perguntas que mudam de resposta como estações. Sei que tudo vale a pena, mas alguns dias esse peso dá as caras e tentamos respirar no meio de um furacão conhecido. E é sempre assim – são dias que duram meses e meses que somem do calendário e lá completamos um ciclo. Feliz e triste. Realizado e angustiado. Um 8-80 real e que se perde em tanta descrição. O preço de tudo aperta tanto quanto os cintos que a aeromoça confere antes de voarmos para aquele longe que é nosso lar…
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