Mais do que o normal. Mais do que as pessoas realmente precisam. Eu preciso de silêncio e isso inclui uma solidão bem presente…
Não foi algo que eu nasci, mas que aprendi a viver com isso. Morando sozinho, mudando sempre de cidade ou de casa, muitas vezes com a grana apertando… Eu aprendi a conviver comigo e com meus pensamentos insanos e dinâmicos. Dito isso, foi um pulo para isso virar uma rotina e daí passar a ser essencial na minha vida. Se a semana está muito agitada de eventos ou obrigações, eu logo me irrito e meu humor desaparece em porções rápidas. Preciso ficar um tempo falando sozinho, conjeturando fatos que nunca existiram ou criando possíveis diálogos em discussões que nunca sairão do papel. É um pouco esquizofrênico, mas é o meu jeito de ser saudável…
Eu preciso entender que vou dormir e acordar sozinho. Eu preciso saber que ninguém vai tocar a campainha ou até que eu não tenho que me arrumar para algo aleatório. De novo, não é para sempre. Eu adoro sair! Mas eu preciso de uma boa dose de silêncio para conviver em harmonia com o resto do mundo.
Desde que saí do Brasil eu passei a “evoluir” essa tática. Já sumi de internet e rede social, já passei um mês sem ver gente, já vivi sem sair de casa por dias e por aí vai… Mas, ao contrário do que vocês podem pensar, isso não me vicia. É apenas uma necessidade temporária. Hoje eu prefiro ficar tranquilo durante alguns dias da semana e aproveitar todo o sol, bares e calor durante o fim de semana e algumas noites da semana. Uma dose de um. Uma dose de outro. Um balanço quase perfeito…
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