Eu sei que é feio, mas é real. Eu ignoro pessoas e a razão é puramente matemática…
Se a diferença de visão entre mim e a pessoa é grande o suficiente para serem mundos distintos, então não vale a pena continuar. É puramente isso. Não existe ignorar uma pessoa que eu mal conheça ou tenha algum pré-conceito sobre algum ponto além. Ter pouco contato é diferente de ignorar. Ignorar nesse ponto é para os conhecidos que já me conhecem (e eu também) e que nos tornamos algo absurdamente diferente para suportar. Eu não sou falso (na verdade, eu sou… Mas não para isso) e então prefiro cortar o contato e cada um segue o caminho que escolheu e construiu na vida.
Não sou melhor que ninguém – e na verdade creio que seja pior que quase todo mundo, então “me tirar” da vida da pessoa creio que é como se fosse uma dádiva. Um presente inesperado que veio “em hora certa”.
Já escrevi aqui que eu tive um mural com mais de 100 fotos e contava nos dedos as pessoas que ainda existiam na minha vida “de verdade” – Logo, o mural se foi e as fotos estão empoeirando em alguma gaveta que eu nem sei da existência. Claro que as histórias permanecem. Os momentos vividos sempre terão meu respeito, carinho e admiração. Os segredos estão mais do que bem guardados. Mas, hoje não faz mais sentido… Então é melhor cortar de vez.
“E se amanhã os caminhos voltarem a se cruzar?” – Pode ser uma possibilidade, mas de verdade? Eu não vejo como. Se acontecer, é como se a pessoa fosse uma nova pessoa para mim. Logo, tudo será como se fosse a primeira vez e assim a gente vai levando. E se for tarde demais? A visão de mundo será suficiente grande para ver que nunca valeria a pena… E continuaremos os nossos caminhos felizes e certos que fizemos a decisão mais acertada para cada um…
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