Eu me apaixonei pela sua voz. Da foram que você ria tão leve e livre depois de uma piada qualquer…

Eu me apaixonei pelo nosso início, pois não iria dar certo, mas me trouxe novamente a possibilidade de sonhar com algo tão impossível que me relembraria os sonhos de outrora, quando era adolescente e perdido no mundo. Como se fosse uma nostalgia, mas que acontecia depois dos meus trinta e tantos anos…

Eu me apaixonei porque você me permitiu. Me permitiu te mostrar os meus medos, discutiu como poucas sobre os meus maiores temores e quis lutar para que eles fossem sumindo um a um, depois de cada beijo quente que você me dava…

Eu me apaixonei por quem não construiu nada comigo, mas me deu a liberdade certa para criar, sem medo e com a certeza, que nunca se tornaria realidade. Foi uma avalanche regada por uma tormenta de sonhos e desejos impossíveis. E esse era nosso combustível nas conversas madrugada adentro.