Depois disso tudo, eu fiquei um pouco traumatizado e acabei me perdendo por aí, mas tive uma menina que foi difícil dizer adeus…
Quando menos esperava encontrar alguém legal, eu encontrei. Ela era tudo que eu talvez não procurasse. Tinha uma ironia certa, que acabava combinando comigo. Tinha uma suavidade e tranquilidade nas decisões que fazia tudo ser simples. Sentava para comer um hot-dog de rua, ia no cinema para ver um filme qualquer e curtia um boteco pela naturalidade da coisa toda. Sim, ela era praticamente um melhor amigo, mas do sexo oposto e com um relacionamento gostoso.
O fato é que eu ia embora em alguns meses e não conseguia mais mentir ou “levar com a barriga” algo que pudesse ser legal por puro egoísmo. Lembro o quão complexo foi chegar no assunto e lembro até do cardápio pedido.
“Então, eu vou embora do Brasil daqui a 7 meses…” e ela ficou muda. Talvez esperando uma conclusão da ideia, talvez tentando entender o que se passava ali no assunto ou até mesmo, calculando tudo o que fosse ocorrer dali para frente.
“Tá e o que você quer dizer com isso?” foi o início de uma conversa tensa, mas que a fez soltar minha mão e pedir a conta depois de um silêncio confuso, incomum e pesado demais para aguentarmos a situação. Ali, eu reparei que essa história de mudança é pesada em todos os aspectos e complexa demais para se aguentar ou querer algo diferente.
Ainda lembro do último momento que a deixei em casa e segui a vida para nunca mais vê-la. Lembro que foi a primeira pessoa que me desfiz para os novos planos, mas a gente sempre precisa perder algo para proporcionar algo novo em nossas vidas…
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