E ela começou a se perder nas linhas que desenhou, para tentar fugir da inevitável rede de intrigas e falsidade que criou…

Não era apenas a frustração de estar sozinha, mas manchada por ter se perdido quando queria sorrir. Entre um copo e outro, perguntaram se ela sabia quando tinha começado. Ela foi novamente agressiva, inventou as datas que havia esquecido e disse coisas que até seu espelho duvidava. Falou que se apaixonou pelo sabor dos beijos de antes e pelas promessas que ela sabe que não foram feitas. No gole seguinte destila uma culpa que não se sustenta por mais de um piscar de olhos, mas no fundo ela sabe que está triste – e não é por causa dele…

Sua tristeza tem nome e forma… É sua sombra nos dias e sua angústia nas noites… Ela sente falta do que realmente lhe pegou, de quem realmente gostou. Do menino perdido da esquina de antes e que foi embora cedo demais para sempre. Queria saber como estaria a sua cama e cumprir a promessa que ela escreveu para ele, em um domingo chuvoso qualquer, “Vamos ficar juntos ainda, meu amor, tenho certeza disso”.

Desde então ela mente para encobrir que ela se apaixonou pela pessoa errada…