Nunca presenteio flores e o motivo é um tanto egoísta… Elas morrem e me causa uma estranheza enorme presentear alguém com algo que morre e se vai…

Creio que um presente precisa ser mais do que simbólico. Ele precisa ser duradouro o suficiente para ser lembrado e virar uma parte da vida da pessoa. Eu sou assim, talvez seja o meu maior erro e acho flores um presente mórbido e frágil demais que será esquecido em no máximo 10 dias. Sei que existem momentos que flores são quase necessárias, mas eu tento desviar dessas situações e seguir pensando em algo mais durável.

Talvez eu tenha essa opinião porque eu guardo/uso/tenho presentes de MUITOS anos e até décadas. Ainda tenho o moletom do Millencolin que ganhei em 2008. Ainda tenho a camisa do Palmeiras de treino que ganhei no mesmo ano. Ainda uso o mesmo chaveiro que tenho desde 2001 e por aí vai. Muitas vezes me pego relembrando da pessoa que me presenteou, do momento, das curvas da vida e do relacionamento criado/desfeito. Acho que o presente é feito para isso – para se lembrar do momento vivido, da amizade criada, da pessoa e relação existente, etc.

Logo, não entra muito na minha cabeça o conceito de presentear flores. Algo que morrerá, com muita sorte, em 10 dias. E onde estará a história por trás do presente? Do momento? E de tudo mais que possa existir nesse “simples gesto”? Prefiro muito algo que te acompanhe até o próximo inverno, aniversário ou que esteja presente nos seus piores dias para você se alegrar e que não acabe no lixo da cozinha…