Ele chegou quase dez minutos antes do combinado e ia mandar uma mensagem para ela. Quando parou na porta, ela dobrava a esquina. Foi um jeito especial de se verem pela primeira vez…
Não era apenas a ansiedade, mas eles eram arianos e pontuais. Odiavam aquele ponto de ficar esperando. As duas “qualidades” se uniram e estavam os dois, dez minutos antes do combinado, se abraçando pela primeira vez na frente da pizzaria. O garçom que estava aguardando na porta, sorriu com vontade ao ver aquele abraço. Não era um abraço qualquer, era como um alívio em encontrar alguém que há anos não se via – a graça era que eles estavam se conhecendo ali, naquele abraço.
Ele se identificou ao garçom que já desconfiava de quem era, afinal era a única reserva da noite, pois ninguém reservava uma mesa ali, e apresentou a melhor mesa do salão para o casal sorridente. Era um misto entre sorrisos e risadas que brilhavam com os dois juntos.
Ela achou engraçado o sorriso dele, o jeito que ele a deixava ir na frente, guiando o caminho e do seu perfume – que não era forte, mas intenso e que combinava com o gosto dela. O jeito que eles se abraçaram a fez sentir um misto entre segurança e alívio. Ali, ela teve a certeza que havia acertado de novo.
Ele ficou hipnotizado pelo olhar dela. Era algo engraçado, que se apertavam e brilhavam de uma maneira que ele nem conseguiria descrever, mesmo tentando muito. Ele não era de se apaixonar loucamente, mas tinha algo naquele abraço que o deixou sem ar. Houve um encaixe, uma paz e um sabor que ele jamais havia sentido – e nem achou que existia.
“Ainda bem que você me achou, sabia?” foi o que ele disse, quando eles deixavam o restaurante quase quatro horas depois.
“Ainda bem que você respondeu e não me achou louca…” foi o que ela tentou responder.
E eles se beijaram pela primeira vez, com uma explosão de prazer que nem precisa ser descrita…
Conte-me algo aqui...