Nunca sabemos quando será o último momento com os nossos e é essa a pior das incertezas quando pegamos um avião e voltamos para nossa vida…
Muitos acham que é desapego ou coração frio, mas não conhecem as dores internas que carregamos a cada nova despedida. Muitos acreditam que não ligamos para o que fica para trás, mas não estão acompanhando as aflições e insônias cada vez maiores por aqui. Muitos acham que é fácil, mas não imaginam as batalhas que travamos cada noite de desespero…
É uma constante batalha entre provar nosso valor e dar orgulhos àqueles que nos deram a vida, com o fato de deixá-los longe o suficiente que nossos braços não podem confortar seus desafios. É uma constante batalha em seguir nossos sonhos, que eles tanto apoiaram, com a falha eterna que não cuidaremos deles quando necessitem, mesmo eles tendo abdicado de suas vidas por nossa causa…
E quem acha que isso é fácil de resolver, não compreendeu que a resolução não ajudaria – talvez criasse uma mágoa tão grande, que mancharia toda uma história que eles se alegravam em ver sendo construída.
E ninguém imagina o quanto choramos longe, para que eles nem possam imaginar o que passamos por aqui, apenas pelo fato, de que o último momento pode ter sido aquele que acabamos de viver, acabando com a possibilidade de abraça-los uma vez mais. E isso é só a minúscula ponta do iceberg da nossa realidade…
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