Vivemos uma época em que mostrar o seu lado social, político e crítico, tem um peso enorme e pode afastar pessoas da sua vida…
Tudo bem que existe a máxima do “Antes só que mal acompanhado”, mas será que todo esse ambiente nocivo vai perdurar ou é um ciclo fadado ao esquecimento?
Vivemos uma época pesada. Tanto em política, como ideologias, seitas e opiniões em geral. Qualquer pergunta ou qualquer troca de ideia hoje, pode virar uma briga generalizada em questão de segundos, ou simples frases. Disse, na época da eleição, que hoje é proibido você não saber de algo em pauta. Somos como “deuses” que sabemos de tudo e nossa visão está certa e apenas nosso caminho é a verdade absoluta. É proibido dizer “Não sei disso não, me explica?” – que era tão comum anos atrás. Hoje abominamos televisão, mas idolatramos o canal do Youtube do vizinho, que claramente quer viralizar. Hoje abominamos livros antigos, porque o “amigo do ZAP” escreveu um outro que é o certo – mesmo que a pesquisa feita seja fraca ou inexistente. Hoje abominamos sermos apontados como errados, por que como um “Deus” pode estar errado? E agredimos verbalmente, mentalmente, ideologicamente e, infelizmente as vezes, fisicamente…
É o preço por querer ser como antigamente, onde amigos se uniam e discutiam livremente pontos divergentes. E eu já tive inúmeras conversas sobre sindicato com um dos meus melhores amigos. No final, os dois “putos” com a opinião alheia, ríamos, abríamos uma nova cerveja para mudar o tema para futebol e xingar um ao outro da maneira e liberdade que a nossa amizade foi construída. NUNCA passou na minha cabeça desfazer essa amizade ou qualquer outra por tema que fosse…
É um pensamento de velho impaciente, mas queria que as pessoas fossem mais parecidas como antigamente. Que nos tornássemos menos deuses e mais humanos. Que pudéssemos discutir, ouvir opiniões alheias e basear, em fatos e estudo, o que a gente pensa/ache sobre determinado tema sem o medo de voltar para casa, ou terminar o dia, com um amigo a menos.
Mas, isso é pedir demais e eu já perdi demais para quem nunca imaginou chegar até aqui…
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