Eu deveria ter dito que te amava. Talvez isso explicasse meus medos, minha forma de encarar o jeito simples e direto com que você tomou minha vida…
Me arrependo de não ter sido sincero contigo. Pedi e clamei por sinceridade, mas não fui nada sincero com você. Talvez se tivesse contado meus medos, você pudesse me ajudar a enfrentar e entender que quando eu sorria distante, era o puro medo de te perder – como te perdi para sempre.
A última vez que te vi, naquele bar de esquina, é a cena mais gasta da minha mente, pois já tentei refazer tantas vezes de diferentes formas que facilmente é o meu maior arrependimento e vergonha de ter feito você viver. Te escrevi duas vezes e contei um pouco disso tudo. Você não mudou sua promessa, nem se desfez do que me disse naquela noite com seus olhos cheios de lágrimas: Será a última vez que você me verá e falará comigo Matheus. Se você sair daqui, acabou para sempre.
Queria poder te explicar meus medos e receios depois do meu último relacionamento, que acabou meses antes da gente se reencontrar. Queria poder te explicar como minha vida estava ainda bagunçada. Queria te explicar o tamanho do meu sentimento por você – que eu sabotei por ter medo de sofrer tudo o que havia sofrido com outra pessoa, que nunca se comparou a você.
Talvez se eu tivesse dito que te amava, tudo estaria diferente. Talvez você estivesse aqui comigo. Talvez nossas vidas teriam se completado enfim. Talvez eu seria o cara mais feliz do mundo. Ou não, mas como sabotei e estraguei tudo de uma só vez, morro com essa dúvida na minha vida.
E me arrependo de ter ido. Me arrependo de nunca ter secado suas lágrimas e me arrependo de nunca ter te digo o quanto te amava e o quanto aquilo tudo ainda é real hoje, mais de seis anos depois…
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