É sempre confuso sonhar com você, porque por mais que os ambientes mudem a sua atitude sempre se mantém…
É um dos sonhos que mais odeio, porque sei que vou tentar te buscar para saber como está a sua vida e saber quais as novas arquiteturas pessoais criadas do nada. Eu odeio, porque vou acabar tocando as velhas canções que só fizeram sentido durante o verão daquele ano famoso, mas que eu guardei demais nos outros que vieram. Eu odeio, porque por mais que a gente tenha iteração no sonho – com diálogos complexos e situações engraçadas – você sempre se mantém distante, quase que alheia a tudo que condiz com a minha vida. Sempre. Não houve uma vez que eu tenha sonhado algo diferente contigo…
E quando acordo, tenho certeza que meu humor será diferente e tudo ao meu redor ganhará um peso extra. Mas, no meio do dia, como quem não quer nada, um pensamento virá e eu lembrarei porque gostei tanto de você durante todos esses anos. E vou lembrar ainda do mesmo sorriso, da forma que você se despediu de mim no meio de todo mundo e me olhou, da maneira que só você poderia me olhar e disse tudo sem ter que falar nenhuma palavra… E vou lembrar daquela noite. Vou lembrar de você atendendo o telefone e falando “Você ainda sabe decifrar meu olhar” sem nem saber que o número era meu. Vou lembrar como foi o beijo intenso e como te deixei em casa com a certeza que lembraria daquilo para sempre, mesmo sabendo também que era a última vez que te viria na minha vida.
Depois daquela noite, eu apenas sonho com você e odeio essa sensação mais do que tudo…
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