Existe um momento em que a vida pede uma passagem diferente. Longe de alterar os rumos do vento, de cruzar caminhos diferentes ou alterar valores que achávamos serem perpétuos…
Não gosto mais de sorrir sem sentido, nem vejo graça em abraços nos (des)conhecidos que não sabem da minha vida…
Como uma nebulosa densa de indecifráveis caminhos, perambulante pêndulo que sempre tenta desenhar uma escapada redundante e cíclica…
Tudo começou igual àquela manhã. O café amargo, os exercícios de sempre, o fluxo de pessoas aumentando e diminuindo no metrô, e o sol judiando dos passos sem pedir licença…
Era uma fragrância que impregnava de maneira suave, como o beijo de um sonho doce que abriga nossos corações…
Era a primeira vez que ouvia aquele telefone tocar. Mesmo antes de atender, eu já sabia quem estava ligando…
São as cores que provam o daltonismo, mas confundem os desavisados. São bichos peçonhentos enjaulados, dos quais curadores reclamam por seus presságios…
Tentava disfarçar a marca no pescoço com uma maquiagem barata. Sorria sozinha, lembrando das loucuras de noites de verão das quais jamais se orgulharia…
Ela havia ganhado a vida anterior em apostas e vitórias gordas. Ele sabia que não tinha sido a sua primeira escolha…